A partir das transformações na forma como a sociedade lida com a informação tornaram-se necessárias novas formas de gestão do conhecimento. Uma dessas ferramentas de gestão é a Digitalização de Documentos. O Banco de Dados do Jornal O POVO é um exemplo de empresa que utilizou-se dessa ferramenta para adaptar-se às novas características da sociedade.
As inovações tecnológicas proporcionaram uma diminuição das fronteiras territoriais, possibilitando que as pessoas convivam diariamente com diferentes culturas através dos mais variados instrumentos de comunicação, permitindo assim, uma visão do mundo antes não acessível e uma infinita troca constante de informação.
Nestor Garcia Canclini (1997) afirma que as transformações culturais geradas pelas últimas tecnologias e por mudanças na circulação simbólica não eram de responsabilidade exclusiva dos meios comunicacionais e sim de noções mais abrangentes, como a expansão urbana. Um dos exemplos dessas transformações é a possibilidade real de alterações no mercado produtivo, nos currículos escolares e na formação dos profissionais das mais variadas áreas do conhecimento. Além dessas transformações geradas pelo processo de expansão urbana citado por Canclini, produziu-se uma necessidade, na sociedade, de obtenção rápida e de qualidade dos seus anseios (informação, comunicação, transporte, …).
Desse modo, a importância do conhecimento, como fator de desenvolvimento é tão significativa, que muitos já se referem a esta época como Era do Conhecimento em substituição a Era Industrial, já que a Informação é um dos recursos econômicos mais valiosos para a competitividade das empresas e nações.
Tendo em vista o turbilhão de informações que são geradas por essas organizações, a facilidade no acesso e na localização desse conteúdo são fatores imprescindíveis. A gestão da informação é um dos grandes desafios das empresas e dos governos atuais. “Gerenciar de forma estratégica as informações e dados disponíveis nas instituições exige o uso de técnicas e ferramentas que possibilitem a acessibilidade aos dados de forma rápida e confiável” (SEBRAE. 2009).
“A necessidade de utilização de processos sistematizados para gerenciamento da informação foi atendida com o surgimento das primeiras máquinas computacionais produzidas em larga escala, em meados do século passado. Por intermédio de computadores as informações puderam ser processadas e armazenadas de modo a permitir uma gestão mais eficiente do conhecimento organizacional.” (SEBRAE)
Compreendendo esses processos sistematizados de gerenciamento de informação, vê-se, na atividade de digitalização de arquivos, que o hibridismo torna-se realidade, diante das necessidades dessa nova sociedade.
A digitalização de documentos é a conversão de arquivos analógicos para o formato digital. “Este processo surgiu da necessidade de tornar o ambiente das empresas, das instituições públicas, de bibliotecas, entre outros, mais eficiente e organizado” (BRAGA, 2009). A digitalização dinamiza o acesso e a disseminação das informações, mediante a visualização instantânea das imagens de documentos, em qualquer computador ou equipamento que suporte os mais variados tipos de arquivo.
A digitalização permite a substituição dos documentos materiais com o intuito de:
- Diminuição de espaço físico para armazenamento de documentos;
- Permitir cópias imediatas de documentos, sem retirá-los dos arquivos;- Acesso instantâneo de vários usuários em qualquer computador conectado à rede interna da empresa, com possível limitação de acesso à documentos;- Busca a informação (sistema de indexação);
- Arquivos gerados em vários formatos, possibilitando sua integração entre inúmeros softwares, sistemas operacionais e aparelhos (celulares, computadores, etc.)
- Segurança, inviolabilidade dos dados;
- Preservação e durabilidade do acervo;
- Transparência das informações.
- Capacidade de armazenamento dos arquivos em diversos tipos de mídia, como por exemplo, CD-Rs, DVDs, HDs, Pen drivers, etc.;
Referência
COSTA, José Raymundo, Memória de um jornal. Fortaleza: Fundação Demócrito Rocha, 1988.
DUMMAR, Luciana, A empresa. Fortaleza: s.ed, 2000
NESTOR, Garcia Canclini, Culturas Hibridas: Estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1997.
SILVA FILHO, Luiz Antônio Macedo, Paisagens do consumo: Fortaleza no tempo da Segunda Grande Guerra. Fortaleza: Museu do Ceará, 2007.
Artigos, periódicos e outros
AYRES, Maria Teresa, Projeto de Digitalização do Acervo do Banco de Dados O POVO, Fortaleza: UFC
DIAS, Débora. Controvérsias circulam, O POVO, Fortaleza, 18 de jun. 2006 Cola: Caderno Especial Fortaleza Revista p.11
BRAGA, Ascenção. A gestão da informação. Acesso em 05 de 06 de 2009, disponível em http://www.ipv.pt/millenium/19_arq1.htm
TÚLIO, D; CAMPOS, L. H.; CHAVES, R.; LUÍS, R. Jornalismo inquieto, O POVO, Fortaleza, 21, mai. 2007. Páginas Azuis, p.4.
SEBRAE. Idéias de Negócios – Digitalização de Documentos. Acesso em 04 de 06 de 2009, disponível em Idéias de Negócios:
http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio/defina-negocio/ideias-denegocio/integra_ideia?id=2E66A059B5EC8FF2832574D5003E8AD5&campo=impNeg
CENADEM. O GED. Acesso em 05 de 06 de 2009, CENADEM: Http://www.cenadem.com.br/ged01.php
terça-feira, 21 de julho de 2009
A Digitalização e o dinamismo da informação
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