quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Compartilhando... A nova presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), escritora carioca Ana Maria Machado, quer o estabelecimento de bibliotecas em unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), na capital fluminense.


A nova presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), escritora carioca Ana Maria Machado, quer o estabelecimento de bibliotecas em unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), na capital fluminense. Foi o que anunciou ontem ao assumir o cargo máximo da ABL, como sucessora do pernambucano Marcos Vinicios Vilaça. Ele presidiu a instituição entre julho de 2006 a 2007 e de 2010 até este ano. 
 
Ana Maria, autora de mais de 150 livros, a maioria infantis, prometeu continuidade e frisou o papel cada vez mais atuante da academia, não mais lembrada como um “chá da tarde tão interminável quanto o de aniversário da Alice” (de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol).

“A Academia vem se abrindo para a sociedade faz muito tempo. A ideia é continuar e ampliar o trabalho de meus predecessores”, disse. A escritora citou ainda os planos de estabelecer bibliotecas em UPPs), definido, por enquanto, como um “sonho” compartilhado por ela e outros acadêmicos.

A cerimônia foi acompanhada por cerca de 25 acadêmicos, entre os quais a escritora Nelida Piñon, primeira mulher a dirigir a instituição, a partir de 1997. Para Ana Maria, a baixa participação feminina é fruto da construção histórica da ABL. “Durante muitos anos, foi proibido ter mulheres na academia. Ainda somos só 10 por cento porque não tem vagas, e tomara que não tenha por muito tempo”, disse. Vagas na ABL são abertas quando algum acadêmico morre. Além da escritora, a nova direção é composta por Geraldo Holanda Cavalcanti, Domício Proença Filho, Marco Lucchesi e o gramático Evanildo Bechara.

Fonte: Folhapress

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