segunda-feira, 10 de maio de 2010

MinC recebe pedido de revisão da lei de Direitos Autorais

DISTRITO FEDERAL, Brasília - Dezenove organizações da sociedade civil

entregaram ao ministro da Cultura, Juca Ferreira, uma carta pedindo ao

governo que inicie a consulta pública do projeto de lei que altera a

Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/89). O texto - que chegou às

mãos do ministro no úlitmo dia 29 de abril durante o encerramento do

Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais -

considera que a legislação atual não responde aos desafios colocados

pela sociedade da informação, pelas novas tecnologias, pelas novas

formas de produção e distribuição de informação, cultura e conhecimento.



Segundo Juca Ferreira, não existe a ideia de adiar a consulta pública.

Neste momento, o texto passa por ajustes finais dentro do governo

para então começar a fase em que a sociedade poderá encaminhar suas

considerações para o aperfeiçoamento do texto. Com base nisso, o

Ministério da Cultura consolida um novo projeto de lei e o apresenta

no Congresso Nacional.


Importância estratégica

“O direito autoral se constitui como o principal instrumento jurídico

organizador da cadeia produtiva da cultura. É ele, basicamente, que

regula a distribuição dos dividendos das atividades econômicas da

cultura entre criadores e intermediários”, diz a carta, lida por Oona

Castro, do Instituto Sociocultural Overmundo, uma das entidades

signatárias. É ele também - continua o documento - que regula o acesso

do público à cultura e ao conhecimento.



Na opinião do ministro, a nova proposta vai harmonizar os direitos dos

autores com os direitos dos investidores e com o direito da população

de ter acesso à cultura e ao conhecimento. Essa será mais uma lei para

compor o novo marco legal da cultura. Além de ser a base da economia

do setor - disse Juca - a lei de direitos autorais deve também colocar

a cultura brasileira à disposição de todos.


“A situação atual não é ocasional”, afirmou, referindo-se a algumas

distorções provocadas pela lei em vigor fruto de pressões de grupos

que hoje gozam de situação de privilégio, quando da tramitação da lei

atual. Assim - ressaltou o ministro - o contexto é de alento para se

fazer as mudanças necessárias na lei.


Fonte: Ascom SPC/MinC - Ismália Afonso

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